Desencarne de bebê com câncer - Perguntas dos Amigos

gostaria de saber para onde vai um bebe que morre, e ainda mais da forma que ela se foi. passou dois meses em cima de uma cama de hospital e sofreu demais, morreu segurando a minha mao (mae) e de uma forma degradante onde ja nao respirava mais sozinha e com uma massa cancerigena muito grande, dita pelos medicos como uma anomalia. diante desse sofrimento todo, queria saber o porque desse sofrimento todo. obrigado!!


Querida _________, bom dia.

Compreendo a tua dor de mãe e percebo o sofrimento que os momentos descritos devem ter causado a você, sua família e a pequena desencarnante; entretanto, minha irmã, este sofrimento, normal e natural da criatura humana, apenas se dá porque nós continuamos observando a vida com os olhos do agora.

Não percebemos a teia infinita que liga o ontem ao amanhã, passando pelo hoje.

Acaso conseguirmos abrir os olhos para esta verdade espiritual encontraremos no sofrimento da pequena desencarnante uma ferramenta de "limpeza" e libertação do espírito imortal - o verdadeiro ser - que deixa no veículo carnal as marcas de "manchas" e "feridas" mais profundas que as da carne: as da alma.

Todos nós temos em nosso passado inúmeros atos de ignomínia, maldade e trevas. Muitos de nós ainda não estamos em condições de compreender os erros cometidos e de nos arrependermos pelos atos passados.

Aos que já estão neste nível de consciência - que já compreendem, arrependem e buscam reparar o erro - a vida, em sua misericórdia, dá as ferramentas de redenção libertadora; na maioria das vezes na experiencia da carne onde podemos deixar no físico os erros e marcas do espírito, nos preparando para novas experiências carnais, limpos e livres do peso de nossas consciências culpadas, com o passado redimido.

O fato vivenciado pela sua pequena desencarnada certamente foi uma destas oportunidades do espírito se libertar e se livrar de débitos e culpas que em suas existências anteriores apenas causaram dor e sofrimento a ela ou a outros.

Agradeçamos a Deus a oportunidade de libertação desta nossa irmã e, principalmente, que ela teve o carinho e o amparo de uma mãe presente, carinhosa e cuidadosa para aliviar os sofrimentos carnais nos quais ela estava envolta, com suas preces e emissões fluídicas de amor.

Agradeçamos a Deus, minha irmã, por te permitir estar presente neste processo auxiliando e amparando um irmão em sofrimento; e também aprendendo com a experiência da dor a importância da vida - pois Deus nos coloca sempre onde necessitamos estar para que amadureçamos como espírito e aprendamos a não repetir erros cometidos em existencias anteriores.

A medicina tradicional ainda não conhece os aspectos da "cura espiritual" que alivia os efeitos dolorosos que nossos atos delinquentes gravam em nosso perispírito e que necessitam ser extirpados na carne, através da dor e do sofrimento educadores - muitas vezes solicitados por nós mesmos - livrando o espírito libertado daqueles males que maculavam seu caminho de crescimento.

A vida - infinitamente mais sábia e misericordiosa que todos nós - sempre nos dá novas oportunidades de curar e aliviar o nosso espírito; e assim percebemos que mesmo quando o remédio é amargo devemos tomá-lo para que faça o efeito e nos livre dos males que causamos a nós mesmos.

Existe um trecho que uma entrevista que Chico Xavier deu no ano de 1971 no programa Pinga Fogo que exemplifica espetacularmente bem o que tento esclarecer aqui com minha pouca capacidade. Transcrevo abaixo para que possamos aprender mais:

"...permitindo-nostambém perguntar ao senhor Manoel de Melo, o nosso pastor evangélico, e
também aqueles que fazem objeções contra os princípios da reencarnação,
permitindo-nos perguntar sobre o sofrimento das crianças, por exemplo.
Não vamos nos referir aos adultos, porque seria alongar muito a resposta.
Mas vamos pensar nas crianças. Por exemplo, nós, os espíritas, muitas
vezes encontramos determinados casos de suicídio, e, às vezes, suicídio
acompanhado de homicídio. Mas vamos encontrar nesses problemas,
complexo de culpa levado para além desta vida e depois esse complexo de
culpa renascido com aquele que é responsável por ele, através da
reencarnação. Por exemplo: Muitas vezes temos encontrado irmãos nossos
suicidas que dispararam um tiro contra o coração e que voltam com a
cardiopatia congênita ou com determinados fenômenos que a medicina
classifica dentro da chamada Tetralogia de Fallow; nós vemos
companheiros que quiseram morrer voluntariamente pelo enforcamento e
que voltam com a Paraplegia Infantil; nós vemos muitos daqueles que
preferiram o veneno e que voltam com más formações congênitas; outros
que, às vezes, violentam o próprio ventre e que voltam também sofrendo as
tendências e que, às vezes, acabam se desencarnando com o chamado
enfarto mesentérico. Nós vemos, por exemplo, aqueles que preferiram
morrer pelo afogamento para se retirar da vida, num ato de rebeldia contra
as leis de Deus e que voltam com o chamado enfizema pulmonar. Aqueles
que dispararam tiros no próprio crânio e voltam com tantos fenômenos dolorosos,
como, por exemplo, a idiotia, quando o projétil alcança a hipófise, porque nós
estamos em nosso corpo físico e subordinado ao nosso corpo espiritual. Então,
principalmente os fenômenos decorrentes do suicídio por tiro no crânio são muito
dolorosos, porque vemos a surdez, a cegueira, a mudez e vemos esse sofrimento
em crianças, incompatíveis com a misericórdia de Deus, porque nós sabemos
que Deus não quer a dor. Diz Emmanuel: ”Se Deus quisesse a dor Ele não teria
nos dado a anestesia através da medicina.” A dor é uma criação nossa, chegamos
ao além com determinado complexo de culpa, e pedimos para voltar ao corpo
trazendo as conseqüências de nossos próprios atos menos felizes."

Assim, querida irmã, Tenhamos fé e confiança em Deus que não nos desampara nunca; apenas nós muitas vezes não temos "olhos de ver".

Espero ter sido de alguma ajuda.

PAz contigo.

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